segunda-feira, 12 de outubro de 2009

INTER SÓ EMPATA E PRATICAMENTE DÁ ADEUS AO TÍTULO

Sinceramente nem tinha muita vontade de escrever sobre a partida entre Inter e Atlético Paranaense de sábado no Beira Rio; faço isso apenas porque fiz um comprometimento pessoal de sempre relatar a minha visão sobre os jogos importantes que tenha visto. Vi 90 minutos de pouquíssima emoção, um Inter com um 3-5-2 com alas ineficientes e meio de campo distante do ataque, um Atlético jogando apenas no erro colorado, imagine só que espetáculo. Sem Kleber e Andrézinho D'alessandro ficou só nas armações das jogadas. Marcelo Cordeiro na ala esquerda nem atacava nem marcava e no lado oposto o zagueiro Danilo sofria mais uma vez o ônus de jogar fora de posição. Considero a escalação do time e o fato de que Mário Sérgio disse que seria ofensivo, realidades um tanto contraditórias. Depois de um primeiro tempo morno Mário Sérgio resolveu sacar Marcelo Cordeiro para colocar Andrézinho no setor. O Inter passou à atacar um pouco mais, e até alternar alguns momentos de pressão sobre o adversário que em um raro contra-ataque saiu na frente do placar. A torcida que já não andava mais muito paciente com a equipe enlouqueceu de vez. O Inter, não fazendo nada mais que a sua obrigação, se jogou a frente e pressionou o Atlético. E foi sem nenhuma organização e muita transpiração que chegou ao empate. Alecsandro desmarcado marcou de cabeça. A partir daí só deu Inter; muita pressão, pouca qualidade e uma bola na trave. Final de jogo 1 a 1, mais pontos são perdidos em casa. O time mostra mais uma vez mostra que ainda não está maduro para ser campeão, mas me pergunto: E quem está?

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Líder arranca empate no final

Acho que ninguém duvidava que o Avaí pudesse dar trabalho ao Palmeiras, mas não tanto quanto deu na noite de hoje no Palestra Itália. Como fez em todo campeonato, o Avaí jogou no seu 3-6-1 compacto, consistente e marcador, assim o Palmeiras, que já não contava com seu armador Diego Souza, encontrou muitas dificuldades para criar jogadas. A equipe da casa abusava dos lançamentos para Obina e Vagner Love, este último, o mais perigoso do time. O jogo estava controlado pelo time catarinense que comprovou isso indo para o vestiário com 2 a 1 no placar.
Na volta tudo parecia que se reverteria rapidamente, o Palmeiras se movimentou mais, colocou a bola no chão e pouco a pouco vinha abrindo espaços na multidão de azul do meio, a obrigando a fazer sucessivas faltas. Nesta altura o 3-5-2 do Palmeiras já tinha nos seus então alas, Figueroa pela direita e Williams na esquerda, dois pontas que participavam ativamente da partida visando sempre os atacantes Vágner e Robert. O Avaí resistia bravamente até Muricy tirar o volante Souza e para dar lugar ao atacante Ortigoza, que foi jogar na ponta esquerda. Ali o treinador Palmeirense voltava ver seu meio campo perdido, o adversário conseguiu se reorganizar e voltar pra partida. Em 10 minutos os catarinenses conseguiram errar uma porção de gols que mais tarde lhes fariam falta, porque aos 40 minutos, quando ninguém esperava, Ortigoza aberto na esquerda só levantou para Robert escorar para o gol. Era o empate quase com gosto de vitória do líder. Mais uma prova do equilíbrio do campeonato brasileiro. Em qual outro torneio nacional, o 10º colocado, vindo da série B, poderia vir a casa do líder e fazer um jogo tão emocionante quanto o que o Avaí nos proporcionou nessa noite? Parabéns ao competitivo time de Silas que mais uma vez mostrou que não veio na série A apenas para conhecer os grandes estádios brasileiros.

Grêmio domina mas não cria

Do empate entre Atlético-PR e Grêmio podemos tirar diferentes conclusões. Pode-se dizer que foi um jogo extremamente disputado, mas fraco tecnicamente. Mesmo jogando em casa o Atlético abriu mão de atacar, se postou na defesa e se dedicou à marcação. O Grêmio se impôs com uma maior posse de bola e com uma marcação adiantada que forçava o erro do adversário. Mesmo tendo o domínio do jogo o Grêmio pouco criou e quando perdia a bola não demorava para recompor o sistema defensivo, o que dificultava o contra ataque do Furacão. Foi um jogo de extrema cautela por parte das duas equipes. O que se pode tirar de positivo da partida em relação ao Tricolor foi a postura adotada pelos jogadores. Antes se pedia mais pegada, forte marcação, mais desarmes e quando necessário faltas nos jogos fora de casa, e isso não faltou. É raro uma equipe ir a casa de um adversário e não deixá-lo criar ao menos uma chance clara de gol. Se muitos diziam que o problema eram os jogadores da zaga, o jogo mostrou que faltava dedicação dos jogadores que faziam a cobertura, como Souza que finalmente fez uma partida segura taticamente fora de casa, embora tecnicamente tenha feito mal jogo. Tcheco teve atuação semelhante a de Souza, porém um pouco mais interessado em chamar e distribuir o jogo. Rochemback e Túlio deram muita segurança ao meio. Nas laterais Lúcio se mostrou seguro e Mário Fernandes provou ter potencial para ser um dos grandes zagueiros do futebol brasileiro. Máxi e Jonas brigaram muito mas não conseguiram ser efetivos. Marcelo Grohe se mostrou seguro nas poucas vezes que foi exigido. Réver voltou a jogar bem e Leo mostrou que não vive bom momento técnico, apesar de se mostrar muito disposto. Agora é esperar para ver se a mesma atitude será adotada contra o Corínthians e se dessa vez se fará mais efetiva.

"Novo" Inter vence depois de um mês

Na estréia do novo Técnico Mário Sérgio o Inter apresentou uma nova "cara". Na verdade nem tão nova assim, pois a equipe que jogou ontem no Beira Rio teve leves mudanças na postura e alterações mais acentuadas na parte tática. Mario Sérgio preferiu tirar de cena o 4-4-2 e dar vez ao inédito 3-6-1. Aprofundando mais o esquema, seria um 3-4-2-1, bastante semelhante com o que jogam Goiás e Avaí. Com dois meias chegando próximos ao pivô e sempre em constante interação com os alas, estes com bastante liberdade para atacar. Não acredito que esta seja a melhor maneira da equipe jogar e Mário sabe disso, tanto que já deu sinais de que deve alterar o esquema para o 3-5-2, não se surpreendam se Andrézinho aparecer na ala direita e Taison no ataque ao lado de Alecsandro. Acho que para se jogar no 3-6-1 pelo menos um dos meias tem que ter velocidade ou mais aptidão ofensiva para encostar junto ao centro avante, talvez Taison ou Marquinhos possam fazer isso.
Como disse no início do texto o Inter mostrou uma mudança também postural e um símbolo dessa mudança foi o referencial técnico do time, o então apagado D'alessandro. D'ale jogou bem, e como todos sabem quando ele joga bem o time vence e não foi diferente. Talvez esteja aí a grande missão de Mário Sérgio, dar estabilidade ao grande craque da equipe, se ele conseguir isso, meio caminho para chegar a Libertadores já está trilhado.